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Wagner José Monteiro Falcão. Presidente da Ageppen-Brasil.

A vacinação contra a Influenza (H1N1) tem função primordial na estratégia de combate aos efeitos da COVID-19, pois com sintomas semelhantes, e sobretudo com a aproximação do inverno, pode haver uma grande concentração de pessoas acometidas pela Influenza procurando o sistema público de saúde imaginando estar com a COVID-19. Por outro lado poderá também ter incontáveis casos de pessoas que, mesmo com a COVID-19, não procurarão tratamento médico por achar que tais sintomas trata-se apenas da Influenza. Pra evitar essa confusão e desespero generalizado, que poderá elevar os riscos de estrangulamento do sistema de saúde pública, e também de mortes causadas pelo coronavírus daqueles que pensar estar acometido por outro vírus, é que se fez necessária a antecipação do calendário de vacinação da H1N1, e que deverá ser respeitado pelos estados. Imunizados da Influenza os sintomas gripais serão consideravelmente reduzidos, possibilitando o foco das redes de saúde apenas ao coronavírus. Importância da vacinação no sistema penitenciário Preocupada com a disseminação da Covid-19 nos estabelecimentos penais, ambientes extremamente fragilizados ao novo coronavírus pela grande concentração de pessoas confinadas, onde os serviços penais não podem parar, a Associação Brasileira dos Policiais Penais - Agepen/Brasil - orienta todas as entidades de representação de Policiais Penais no Brasil, que exijam juntos aos seus respectivos órgãos de administração penitenciária, para que cumpram o calendário de vacinação do Ministério da Saúde para os servidores do sistema penitenciário com determinação pra ter iniciado iniciar dia 16/04. Essa orientação é pelo reconhecimento da grande possibilidade de contágio entre os trabalhadores policiais penais durante sua jornada de trabalho de contato direto com pessoas encarceradas, cuja contaminação cruzada poderá ocorrer facilmente entre essas duas populações. Em recente pesquisa realizada pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra da Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE/UFRJ) mostrou os índices de risco que os trabalhadores brasileiros têm de serem contaminados pelo novo coronavírus. Nessa pesquisa, os policiais penais aparecem com o índice de 83,7% de chance de contágio pelo coronavírus. Maior índice entre todos os trabalhadores da segurança pública. Será uma irresponsabilidade imensa do gestor que não observar a importância dessa vacinação nos policiais penais e presos na data prevista pelo MS, pois com a chegada dos dias mais frios a tendência é que essas populações comecem a apresentar sintomas dessa doença que será, inevitavelmente, confundidos com os sintomas da COVID-19, o que gerará grande número de afastamento do trabalho além de um pânico generalizado entre a massa carcerária. “O trabalho do policial penal dentro do sistema penitenciário é imprescindível e não pode parar, nem mesmo em tempo de epidemia como essa que o mundo está atravessando. Por isso toda a tenção deve ser dada pra que esse serviço não entre em colapso pela negligência de gestores indiferente à dinâmica do ambiente prisional em meio a essa crise de saúde pública”, comenta Wagner Falcão, presidente da Agepen-Brasil. As ações e omissões dos governos, de agora em diante, terão como resposta a mesma velocidade que está tendo a contaminação do coronavírus. Portanto não dá pra esperar pra decidir depois. Se o Ministério da saúde já determinou o calendário de vacinação no sistema prisional, que se cumpra, sob a pena de ser o gestor responsabilizado pela avalanche de afastamentos de servidores, pela instabilidade no ambiente prisional, e por todas as consequências que advir da imprudência dos governos. A missão das entidades defensoras dos direitos dos policiais penais de todo o país é, nesse contexto, fiscalizar, cobrar e denunciar as omissões!


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